Auto-estima


Hoje trouxe um texto que encontrei no livro "Quero Ser do Bem", de Márcia Fagundes. É bem interessante e achei que poderia ser útil para entendermos o valor e o significado da auto-estima. Espero que goste!

A palavra auto-estima deriva do grego auto, que significa por si próprio, de si mesmo, e estima, que pode ser entendida como consciência da própria dignidade. Portanto, auto-estima é compreendida como o apego, a consideração e o respeito por si próprio. Auto-estima é a percepção pessoal, é o que eu penso e sinto sobre mim mesmo.

Pode-se dizer que a auto-estima é a soma de dois sentimentos: o sentimento de valor pessoal e o sentimento de competência pessoal. Valor pessoal envolve o respeito e a defesa dos próprios interesses e necessidades. Aquele que tem o sentimento do valor pessoal acredita que pode ser amado, que tanto ele como a sua existência têm valor, têm importância.

Já a competência pessoal é o sentimento que a pessoa tem a respeito da própria capacidade de lidar com os desafios que a vida oferece, de resolver e enfrentar problemas. É sentir-se capaz de conduzir a si mesmo e intervir no ambiente em que vive com competência, tendo sempre algo a oferecer aos outros.


Só eu mesmo posso gerar essa experiência de me julgar adequado à vida, de me sentir competente, de confiar em mim mesmo. De todos os julgamentos que fazemos, o mais importante é esse: que valor atribuímos a nossa pessoa. Esse valor pessoal tem influência direta sobre a maneira como nos comportamos, como vivemos todos os aspectos da nossa vida. Ele interfere na escolha dos amigos, na escolha amorosa, na convivência com os outros, nas relações de trabalho, nos estudos e até mesmo na criatividade. A pessoa com auto-estima saudável é aquela que convive bem com suas características físicas e psicológicas, se permitindo fazer mudanças quando forem possíveis e necessárias. Torna-se, assim, capaz de enfrentar os desafios que a vida lhe impõe.

A auto-estima se constrói a partir da qualidade nas relações com as pessoas mais próximas e significativas com as quais convivemos, tais como familiares, amigos e educadores, acrescida das experiências, vivências e sentimentos que se produzem durante toda a vida. É na infância e na adolescência que a aquisição da auto-estima é mais intensa. O valor pessoal, o auto-respeito, a autoconfiança e a competência pessoal podem ser incentivados, estimulados ou prejudicados pelos adultos. Dependendo da maneira como somos tratados, se com respeito, se amados, valorizados e encorajados a confiar em nós mesmos, teremos ou não uma auto-estima saudável.

No entanto, não somos apenas produto do meio, das pessoas com as quais convivemos. Como adultos, também podemos e devemos influir, participar, trabalhar na construção da nossa auto-estima saudável.

"Tenho medo de lhe dizer quem sou porque, 
se eu lhe disser quem sou, você pode não 
gostar, e isso é tudo o que eu tenho."
John Powell


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