20 fatos da minha infância


1- Eu fugia dos colegas e das festinhas da escola, odiava ficar na multidão (ainda odeio), preferia ficar no meu cantinho observando, pensando ou lendo. Em casa e na rua eu também preferia brincar sozinha, mesmo que a turma toda estivesse correndo por lá. Ficava na garagem de casa jogando bola com a parede e fazendo novelinhas e programas de rádio (que eu inventava, claro!)


2- Adorava acordar cedo, era a primeira da casa a acordar e me sentia super bem. Tomava meu banho matinal e abria a porta da sala pra sentir o frescor antes do nascer do sol.


3- Sempre tive um pé grande e meus colegas me zombavam por isso. Até hoje! Mas eu não ligo, tenho orgulho dos meus pés porque eles me aguentam o dia todo! E por serem grandes, me sustentam melhor. Quando eu ia pular de um banquinho com minha irmã, por exemplo, caía em pé e ela não. Lembro que eu calçava 31 com 7 anos! Uma vez inventei pra uma colega que jogava futebol depois da escola. Eu ia com uma blusa preta por baixo do uniforme e dizia que era uniforme do futebol. Ela acreditou e sempre que eu usava a blusa preta ela me perguntava se era dia de jogar bola. Eu me achava, porque na educação física, quando tinha que jogar futebol eu jogava muito bem, enquanto as outras meninas até torciam o pé.


4- Os meninos (quase todos, por incrível que pareça) ficavam atrás de mim. Alguns tentavam me roubar beijo e outros brincavam de me amarrar na parede e na grade do parquinho da escola. Vai entender. Eu odiava isso! Mas era muito boba para xingá-los! Os adultos até brincavam que alguns deles iam disputar para ver quem ia se casar comigo. Ridículo isso!


5- Eu tinha preguiça de fazer o que minha mãe e avó pediam (por exemplo, comprar algo na farmácia e/ou padaria), mas sempre fazia, mesmo de cara amarrada e reclamando muito!


6- Eu morria de medo do elevador antigo e desativado que tinha no Palácio das Artes. Meu pai trabalhava lá e íamos com ele muitas vezes, porque não tínhamos com quem ficar. E aquele elevador ficava no escuro., no térreo no prédio. Meu pai, que sempre gostou de monstros, colocava mais medo na gente inventando histórias com o elevador! Meu pai gostava muito de brincar de monstros com a gente. Era bem divertido! Deve ser por isso que eu sempre gostava de ver filmes de terror com ele, mesmo com medo às vezes, e hoje amo "The Walking Dead"!


7- A professora da 2ª série (Ariadne) me levou pra supervisora porque eu não tinha feito o para casa. Lembro muito bem que ela usava um macacão preto com letras verdes enormes costuradas. Eu passei a maior vergonha!


8- Eu e umas colegas gostávamos de passear pelos corredores secretos do colégio. Era tudo muito escuro, cheio de escadas,  e como era colégio de freiras, era tudo muito misterioso. Eu até sonhava com estas aventuras. Morríamos de medo de ser pegas, mas enfim dava tudo certo!


9- Eu era uma menina misteriosa e solitária, mas mesmo assim os homens (pedófilos) me faziam cantadas ridículas no meio da rua. Eu passava de bike e os velhos tarados do bar que havia perto da minha casa diziam que eu era a menina mais cobiçada do bairro. Assim mesmo, com estas palavras! Era muita cara-de-pau! Eu nem dava bola. Que nojo!


10- Eu sempre apanhava da minha irmã mais velha; na verdade eu sempre apanho sem motivo. Acho que meu jeito tranquilo incomoda as pessoas. Minha irmã se irritava e me batia. Eu chorava e contava pra minha mãe, que brigava com minha irmã e aí ela tomava mais raiva de mim e tinha mais motivo pra me bater.


11- Eu nunca tive uma doença sequer até os 17 anos (quando tive apendicite!). Minha irmã vivia indo no hospital, passava mal no meio da rua e tal... e quando eu ia, a médica me mandava ir embora porque eu sempre estava ótima. Talvez porque eu comia de tudo (meus pratos eram sempre coloridos, e ela só comia batata frita, arroz e miojo, na maioria das vezes) e andava muito de bike e patins na rua (atividades físicas sempre). Tive algumas infecções urinárias, mas logo melhorava.


12- Eu tive muitos piolhos! Não por falta de higiene, mas eu pegava na escola e ficava infestada! Não tinha remédio que acabava com todos de uma vez só! Uma vez eu, meu pai e minha irmã mais velha fomos numa sorveteria e um piolho começou a andar na minha testa. Eles olharam pra mim com cara de nojo e eu tive que disfarçar e tirar, porque a sorveteria estava cheia! Eca! 


13- Brincava de acompanhar as formiguinhas e fingia que elas estavam conversando entre elas. E quando alguma formiga morria eu brincava de velório e a enterrava com uma caixinha de fósforo. 


14- Eu assisti a primeira versão de Carrossel e tinha até o disco de vinil! Até hoje me lembro das músicas da novela. Meu pai sempre comprava discos legais pra gente, infantis, tipo "Chaves", "Pra gente miúda", "Vovô e eu", "Turma da Mônica", etc. 


15- Meu primeiro beijo foi com 14 anos, num menino que se chamava Danilo. Lembro que achava ele lindo, moreno de olhos verdes e andava de skate. Mas depois do beijo eu me desinteressei. Não achei que aquilo era grande coisa! Depois de muitos meses tive meu primeiro namorado, mas também era coisa boba, nada além de beijinhos, conversas com minha mãe e passeios na pracinha. Ficamos juntos acho que 8 meses!


16- Eu evitava sair com meu pai nos fins de semana porque a mulher dele quase sempre estava lá. E ela dizia que era minha madrasta, mas eu não gostava disso! Meu pai até me levou numa psicóloga que tinha um nome estranho (eu a chama de "Iôxa-nana" porque era o que eu entendi! Eu já não sou boa para guardar nomes, e ainda tinha um nome tão estranho, que soava assim pra mim!) para eu tentar aceitar a mulher dele. Acabou que ele nem ficou com ela. E quando eu saía com meu pai, deixava um bilhetinho pra minha mãe na geladeira dizendo que eu a amava.


17- Eu adorava inventar brincadeiras do tipo escola, hospital, loja... Nas escolas eu dava aulas pras minhas bonecas e pelúcias. Até fazia uniforme de sacola de supermercado para todo mundo! No hospital (que eu dei o nome de "Anjo Gabriel") às vezes eu era a atendente e ficava sentada no piano da minha mãe anotando quem chegava; noutras vezes eu era a médica e atendia as bonecas. De loja, eu tinha inventado a "Loja Tem Tudo". Era na sala da minha casa e tudo o que estava lá era pra vender. Mas ainda bem que meus clientes eram invisíveis (sim, eu falava sozinha com pessoas invisíveis!) senão teria vendido a sala toda da casa! Eu pregava placas de papel na grade da casa com o nome do estabelecimento.


18- Eu gostava de bater a campainha nas casas e sair correndo. E que criança não faz isso? Mas eu ia além. Também jogava cartinhas anônimas nas caixas de correio, só para encher as pessoas mesmo. Eu era muito bagunceira, apesar de discrição! 


19- Eu odiava me arrumar toda fofinha igual uma menininha! Minha mãe vivia insistindo pra eu fazer escova no cabelo, cortar o cabelo, colocar arcos no cabelo... não gosto que mexam no meu cabelo. E quando eu era obrigada a usar, fazia de cara amarrada, claro! Eu preferia andar de rabo de cavalo, bermuda e tênis, a usar vestidinhos, pois eu me sentia mais à vontade assim. Até hoje sou assim! Só uso vestidos em casos extremos! Sou bem simples com roupas, até porque de bermuda ou short eu posso sentar do jeito que quiser, posso andar de bike, abaixar pra pegar alguma coisa, sem me preocupar em mostrar algo pra alguém!

20- Sempre fui fã de doces! Hoje estou me adaptando fazendo opções veganas, mas quando era pequena eu comia um pacote inteiro de biscoito recheado, vários pratos de canjica, uma lata de leite condensado de uma vez só, entre outras coisas. Minha vó Nega (saudades demais dela!) fazia cada delícia para mim, que eu ficava doida pra chegar da escola para ver qual era a novidade gostosa do dia! Desde pequena meu organismo se acostumou com doce (tanto que hoje se eu comer salgado e não comer um docinho depois, fico irritada e com dor de cabeça, mas eu sei que isso é só costume e agora estou diminuindo isso, até porque é difícil encontrar doces veganos, aí eu mesma faço ou compro coisas mais leves, tipo rosquinha, e como uma depois do almoço).


Bem, esta foi minha infância, bem resumida! Foi uma época muito especial para mim, sinto saudades! Morava numa casa fofinha na rua Salinas, no bairro Santa Tereza, em BH. Eu amava aquela casa e me trouxe ótimas lembranças! Espero que você tenha lido tudinho!


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