Afinal, o que é amar?



Freud vai dizer: amar é um sintoma. Os filósofos, vão esmiuçar todas as possibilidades de amor – Eros, Philia, Ágape e por aí vai... Os pensadores se debruçam sobre o amor romântico, o impossível. Alguns de nós, pobres mortais, afirmamos: amor é guerra e paz. Amar é liberdade e relaxamento.


A questão é: não é possível explicar o amor! Não há definição lógica, não há explicação exata, tudo o que se fala pode parecer pretensioso ou falso. Principalmente, quando chega aos ouvidos daqueles que estão no meio de um turbilhão de pensamentos e sentimentos, que, por vezes, não é o amor e sim, uma distorção desse sentimento. Além disso, nas teses, nas teorias, nas possibilidades, há o amor, a sensação, o sentir... Há o que podemos e queremos. Amar, por isso, como uma arte, deveria ser cultivada, aprendida, experimentada. O Amor precisa de dois. Dois que decidem e escolhem se amar, na alegria, na doença, nas conquistas, nas derrotas, nos percalços, na vida. Depois, colocaria algumas regras básicas. Amar demanda muito. Demanda: escolha, decisão, presença, clareza, atenção, renúncia, compromisso, respeito, cuidado, demanda paz interior e um bom tempo, um bom investimento para, por fim, compreender, aceitar, confiar, entregar e experimentar a vida, o outro, os outros com outro olhar. Amar outro depende de um olhar ampliado. Depende de o quanto nos permitimos nos conhecer. O quando nos descobrimos, desvendamos. O quanto exercemos o Ser. 
É a partir daqui, de um eu inteiro, íntegro, pleno que iremos, por fim, externar o que já trazemos dentro. É a partir daqui que vamos, por fim, amar. Amar é, acreditem, um milagre. É um espaço onde um e outro dão o seu melhor. Um e outro: dois, à busca de sua individualidade. Juntos e separados ao mesmo tempo. Dois que aprendem e crescem juntos na Arte que a todos instiga. A base do amor, do amar está no que é bom, belo e verdadeiro. Distante do que é ilusório, do que causa medo ou sofrimento. Se pudermos entender isso, vamos também encontrar esse modelo de relacionamento que liberta e relaxa. De fato, cada um decide e escolhe a relação que quer incluir em sua vida. E, embora, todos nós queiramos experimentar o amor pleno, incondicional, perfeito, somos ainda aprendizes. Somos iniciantes. Então, fica aqui o convite. Perfeito é o amor que você tem ao seu lado. Perfeito para que possa aprender sobre a Arte, perfeito para que possa pontuar o que quer e não quer. Perfeito para o próximo passo: continuar na relação ou alçar voo. O importante é sempre ter em mente que o amor deveria ser incluído para nos fazer melhor. Nunca pior. Mais feliz, nunca mais infeliz. Mais pleno, nunca menos. Se assim for, é válido para uma vida. 

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