Meus 30 anos


Hoje não estou aqui para falar de amor, nem de lições de vida, e sim dos meus 30 anos (11/05) que não passaram em branco. Queria aproveitar que cheguei nesta idade e contar um pouco sobre as minhas lembranças, desde a infância. A adolescência nem me lembro direito, e acho que o tempo voou de lá até aqui. Mesmo porque foi nesta época que tive minha filha e muitas coisas aconteceram, tive que dedicar a maior parte do meu tempo então à maternidade. Acho até bom que eu tenha me tornado mãe cedo, tem suas vantagens... mas também tem suas desvantagens, como a minha vida profissional que ficou meio pra trás. Consegui fazer minha faculdade de pedagogia, mas não estou muito animada para trabalhar nesta área, porque estou morando no interior e aqui não tem oportunidade, e se eu for trabalhar com isso com certeza terei que ser professora, o que eu não quero.
Eu quero ser Pedagoga, e aqui ninguém entende a diferença entre pedagoga e professora... tbm não preciso entrar em detalhes agora porque não é sobre isso que vim falar. Eu tenho um emprego maravilhoso, apesar do salário não ser dos melhores e antes do fim do mês estou "pobre" de novo, mas eu gosto do que faço. O problema é que ele não é eterno, infelizmente. Eu queria continuar trabalhando com isso, estudar mais sobre o que faço, aprender tudo sobre webdesign e se pudesse trabalharia no computador o resto da vida, pois é o que gosto de fazer. Nem que seja numa escola... mexendo no computador (risos). O meu tio Messias (infelizmente falecido há pouco tempo, que Deus o tenha) me deu essa ideia, de poder trabalhar no computador, mas eu não tenho tempo de me aprofundar mais nisso... é o que mais desejo aprender. Ultimamente estou sem saber o que fazer da minha vida. Nunca imaginei que chegaria nos 30 anos sem rumo direito. Desde os meus 16 anos minha vida tem sido uma bagunça, pois saí de casa para ficar com o pai da minha filha e deu no que deu. Não me arrependo disso, só acho que as coisas poderiam ter sido diferentes e, mesmo estando com ele eu não precisaria ter saído da casa da minha mãe, o que complicou tudo, pois eu não sabia me virar direito. Engravidei cursando ainda o 2º ano do Ensino Médio e foi lá, no Colégio Unimeta (que não existe mais) onde conheci a Izabela, madrinha da minha filha e minha melhor amiga. Consegui fazer o 3º ano com a ajuda dela, que, mesmo eu estando de licença maternidade puder colocar meus estudos em dia; a Iza sempre me passava tudo o que eu deveria fazer e os professores e diretores daquela escola foram muito compreensivos comigo, entendendo meu lado; já que eu sempre tirava notas ótimas não tinha porque eles implicarem com a minha ausência por 4 meses (contando com as férias de julho). Meu pai sempre me apoiou em tudo. Foi nessa época, pouco antes da minha filha nascer, que ele me deu o Fred de presente. Foi meu amigão e meu companheiro o tempo todo, aquele poodle fofo e encardido (risos), mas grande amigo mesmo. Estava comigo em todos os momentos (e infelizmente morreu tragicamente alguns anos depois, mordido pela Zaira, uma de nossas rottweillers)... Mas até aí muita coisa aconteceu. Muita coisa mesmo. Mas pra não ficar confuso, acho melhor eu começar com as lembranças da infância, pra depois chegar até aqui. Eu nasci em 11 de maio de 1984, em Belo Horizonte, no hospital Semper e quem fez o parto foi meu padrinho Jorge, que é médico obstetra. Minha mãe disse que eu nunca dei trabalho à ela e por isso minha irmã mais velha tinha ciúmes de mim (acho que é por isso). Eu penso que ela não queria que eu nascesse.
Bem, uma imagem que me vem à cabeça sempre é dos meus primeiros dias de aula no Sagrado, em que eu quase chorava, pois ficava sozinha, ninguém falava nem brincava comigo... acho que foi a partir daí que percebi que ninguém ligaria pra mim o resto da vida, por isso sempre me conformei em estar sozinha (apenas com minha filha e os animais)... Então eu me acostumei e passei a brincar sozinha, inventar minhas próprias brincadeiras e historinhas e me sentia bem assim. Até preferia, porque se fosse brincar com alguém teria que explicar tudo e ficaria sem graça, pois minhas brincadeiras às vezes eram sem nexo, coisa de criança, mas as pessoas não iam entender.
Eu conversava sozinha, como se alguém falasse comigo, eu jogava futebol com a parede, dançava sozinha, brincava de escolinha com as bonecas e de hospital com os invisíveis... Eu não ligava pra nada, às vezes andava sem blusa, já que era pequena e não havia diferença dos meninos, andava de short e tênis como um menino mesmo... não era e nunca fui vaidosa. É claro que hoje me preocupo mais com isso, até porque seria estranho eu andar daquele jeito, adulta (risos). Eu era uma verdadeira moleca. E sem contar que eu fazia tudo o que minha irmã mais velha pedia, era uma boba nesse sentido. Ainda bem que hoje aprendi a não ser mais boba, tenho minhas opiniões e não me deixo levar pelo que os outros dizem. Lembro vagamente do meu avô Moraes, que antes de falecer ajudávamo-nos a pular... nem sei porque, mas esta é um das poucas imagens que tenho dele. Ele se segurava no marco da porta e tentava dar uns pulinhos. A vó Nega foi minha grande amiga. Fazia de tudo para nos agradar. Era a vó perfeita, sempre fazia guloseimas e dava colo (sentada) quando precisávamos. Gostávamos de ir à missa juntas, passear pelo bairro entrando em todos os armazéns (risos). E eu nunca vou me esquecer da "Can" (canjica) que ela fazia, e era o que eu mais amava comer. Hoje não faço muito, pois não fica igual a dela. Minha outra irmã nasceu quando eu tinha 7 anos de idade. Também me lembro que minha mãe havia telefonado do hospital avisando que ela nasceria tal hora... não me lembro mais, só sei que eu e minha irmã mais velha ficamos olhando pro relógio e quando deu a hora gritamos: "nasceu!". Crianças são tão bobas (risos)! Aí sim aprendi a cuidar de um bebê. Noites e noites ajudando a cuidar dela, cantando musiquinhas de ninas enquanto minha mãe trabalhava. E quando ela cresceu brincávamos juntas na rua e ela era muito grudada comigo. Tudo o que eu pedia ela fazia. Tinha chegado a minha vez disso, mas eu não era tão exigente quanto minha irmã mais velha. Eu pedia coisas simples, como entregar um bilhete à alguém, ir comigo na pracinha ver o meninos bonitos que saíam do Colégio Tiradentes, comprar alguma coisa na padaria; coisas deste tipo. Depois minha mãe se casou de novo e nasceu minha irmã mais nova, mas não tive muito contato com ela e não a vi crescer direito, pois quando ela tinha 5 anos, eu acho, saí de casa para ficar com o pai da minha filha. E a partir daí já não pude mais ter tanto contato com minha família, pois eles não se "bicavam". Eu não deveria ter deixado isso acontecer, mas eu era só uma menina boba, que havia me deixado levar pela paixão por um homem bem mais velho que eu e que teria me "enfeitiçado". Eu não sabia dos defeitos dele... só descobri depois de muito tempo o quão nervoso e bruto ele era. Aí já era tarde. Não me arrependo, pois com ele tive meu maior presente, minha filha linda. Mas acho que se eu não fosse tão boba, não teria deixado ele "pisar" mim e fazer o que quisesse de mim... mas infelizmente foi o que aconteceu. Ele não deu valor ao amor que eu sentia e eu precisei sair de casa, com minha filha e tudo, fugindo dele. Foi por isso que eu disse que minha adolescência passou tão rápido, como se eu não a tivesse vivido, pois eu já havia me tornado mãe e tudo seria diferente. Eu aproveitei só um pouquinho desta fase, até os meus 14/15 anos posso dizer que foi legal. Eu fiz algumas amizades na escola, e foi a partir daí que comecei a gostar da minha banda favorita, Backstreet Boys. Fizemos um trabalho de inglês na escola; cada grupo deveria escolher uma banda, levar uma música para a sala e apresentar os integrantes da banda aos colegas de classe. Então escolhemos "BSB" e a música foi "Quit playing games (with my heart)". Falei sobre o Kevin e me apaixonei por ele. Vou amar esta banda para sempre e meu maior sonho é conhecer cada um deles, abraçá-los e dizer que os amo muito e cada vez mais. Algumas amizades eu até me lembro: a Júlia foi minha amiga aos 12 anos e eu sempre ia na casa dela para fazer os trabalho em grupo e fui uma vez no sítio dela em Pium-í (sei lá como se escreve, mas fala assim). Andamos de mini buggy e conheci o primo dela que morava lá e era um menino muito chato. O jantar havia sido salsichão frito (só me lembro disso porque a casquinha estava crocante, mas agora sou vegetariana e não gosto de me lembrar disto). Depois perdemos o contato e quando fui tentar falar com ela de novo, ela disse que deveríamos começar a amizade de novo... fiquei com raiva dela e não quis mais saber. Nunca vi isso! Bem, uma grande amizade foi da Carolina Mascarenhas. Íamos e voltávamos da escola juntas no escolar e fazíamos bastante bagunça. Até nossa flauta doce nós tocávamos dentro do ônibus. O escolar era tão fofinho, um ônibus antigo, arredondado e quem dirigia era o Luís. lembro dele muito bem e de seu filhinho de apenas 3 anos que já sabia ler. As aventuras dentro daquela escola foram muito legais. O Sagrado, onde estudei até a 5ª série, foi uma escola perfeita pra mim. Eu amava estudar ali. Mesmo os primeiros anos não sendo muito bons, pois alguns meninos ficavam me enchendo, querendo me beijar e dizendo que se casariam comigo... Mas depois aproveitei ao máximo aquele colégio de freiras, onde meu pai dava aula e por isso tínhamos bolsa de estudos. Bem, depois que saí de lá perdi o contato com a Carolina, mas nunca me esqueci do nome dela, até que anos depois a reencontrei na internet, através do ICQ (acho que era isso mesmo, uma espécia de MSN). E tenho ela como amiga até hoje nas redes sociais. Quando me mudei para o Colégio São José (onde minha mãe havia se formado) conheci o Paulo, que foi minha primeira paixão. Ele era muito romântico, mandava flores, escrevia cartinhas,  ia quase todos os dias lá em casa pra conversar comigo e minha mãe sempre de olho, mas era namorico bobo, não tinha nada de mais além de alguns beijos. Mas não deu certo, porque eu não o amava de verdade, então preferi terminar. Lembro do dia que terminei com ele, ele foi até o portão de casa chorando e eu podia ver seu coração batendo forte, pois sua camisa até balançava... Depois de um tempo eu o reencontrei e ele veio jogando na minha cara que eu tinha desperdiçado o amor dele. Mas já era tarde. Eu já tinha me "casado" e ele estava noivo. As meninas que diziam ser minha amigas neste colégio, morriam de inveja do meu namoro com o Paulo e foi por causa delas que saí de lá. Eram muito chatas e eu só descobri isso depois que elas começaram a querer jogar o Paulo contra mim (risos). É cada uma! Fui para o Colégio Nossa Senhora das Dores, onde conheci a Marina e o Guilherme, que também eram meus melhores amigos lá. Tinha também a Marina Olinto, uma loirinha que depois ficou muito metida e deixei ela pra lá. A Marina e o Gui sempre ficavam comigo no recreio, comíamos enrolado, cachorro quente e contávamos piadas. Ríamos o tempo todo. Lembro de uma tal banda que se chamava "KLB" e o Gui era muito engraçado imitando os meninos cantando (risos). Mas depois que conheci o pai da minha filha, o Túlio, também perdi o contato com eles, pois mudei para o Colégio Unimeta. Depois que minha filha nasceu ainda visitei a Marina e o Guilherme também estava lá, mas estava tudo diferente e já já era mais legal como antes. Perdi o contato de vez. No colégio Unimeta conheci a Izabela. Mas antes de me mudar pro bairro Jaraguá, passei uma época morando com a vó Cida, que me acolheu depois que briguei com minha mãe por causa do Túlio. Foi aí que todo o tumulto começou. Ele quis morar comigo e alugou uma lojinha. Foi lá que ganhei o Fred. Engravidei na inha primeira viagem à praia, em Guarapari. Eu nunca liguei muito pra praia, para o mar, viagens, por isso ainda não tinha ido à praia. Antes eu viajava sempre com meu pai para cidades do interior de Minas. Depois como Túlio conheci vários lugares, inclusive praias desertas da Bahia. Eu sou muito caseira, não gosto muito de sair, gosto da minha rotina. Viagem pra mim é muita confusão, tem que mudar a rotina, fazer e desfazer malas... preparar tudo com antecedência... não gosto disso. Meus pais se separaram muito cedo, mas eu não ligava muito pra isso. Nunca fui de me preocupar com quase nada. Todo fim de semana eu e minha irmã mais velha saímos com nosso pai para almoçar a pizza do "Giovanni". Acho que já expliquei sobre isso em outro post. E sempre que dava viajávamos para Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, São João Del Rey (onde andamos de Maria- Fumaça), entre outras cidades mineiras. Minhas irmã sempre ia à praia e em outros lugares com nosso pai e a mulher dele, mas eu não gostava dela e preferia não ir.
Bem, depois que minha filha nasceu tudo mudou. Mudamos para um barracão no bairro Monsenhor Messias. Depois mudamos para uma casa grande no bairro Bandeirantes, onde fizemos uma festinha de aniversário para minha filha nos seus 2 anos. Depois o dono pediu a casa (que era alugada) e tivemos que mudar para um barracão no bairro Céu Azul. Foi nesta casa que muita coisa ruim aconteceu. Além das agressões que eu e minha filha sofremos, ela também via monstros, espíritos e coisas horrendas ali. Disseram que ali era espaço para macumba e que o ultimo morador havia feito um pacto... Cruzes!  Foi por isso que o Túlio virava monstro ali dentro e de repente estava tudo bem. Parecia que ficava possuído. Era legal morar ali, mas vivemos horrores por causa das nossas brigas.
Eu sempre amei os animais. Quando era pequena ganhei um cardeal (Cebolinha) do pai de uma das minhas irmãs, mas ele brigou com minha mãe e levou o bichinho embora. Quando cresci um pouco comprei um viveiro e criei 2 casais de periquitos, que viviam felizes juntos e tiveram alguns filhotinhos (isso quando a mãe não cismava de comer os ovos). Até me lembro dos nomes: João e Maria, Pedro e Branca. Mas minha mãe os doou assim que eu saí da casa dela, pois ela não podia cuidar e eu não tinha pra onde levá-los. Antes de me "casar" tive um basset chamado Quick, mas tivemos que doá-lo, não me lembro porque... Depois que me "casei" tive o Fred. Foi então que ganhamos a Maui de um amigo do Túlio. E compramos o Zor. Eram rottweilers lindos e dóceis. A Maui estranhou minha filha no começo, era muito ciumenta, mas depois se acostumou. Ela era brava com os de fora. Mais tarde, a Maui estava velha, por volta dos seus 10/11 anos e já não estava boa para procriar (ela deu várias crias e algumas não foram tão bem-sucedidas), então compramos a Zaira, que acabou tendo apenas uma cria e depois de um tempo descobrimos que estava com leishmaniose. Antes dela ser sacrificada, ela matou o Fred com mordidas pelo corpo e quebrou seu pescoço, porque ele ficava querendo subir nela... ele foi bobo de enfrentar rottweiler, mesmo vendo que ela rosnava pra ele. Eu perdi então meu "primeiro filho"... Bem, depois que me "separei", ou melhor, fugi de casa, fui morar com minha mãe, mas não deu certo, porque minha filha e minha irmã mais nova viviam provocando uma à outra. Até que minha mãe não aguentou mais e nos mandou embora dali. Fomos morar com minha avó e lá fiquei por quase 2 anos em paz. Até que o Túlio surgiu e começou uma confusão de novo. Esta parte foi muito tumultuada. Cheguei a ir morar no apto da mãe do Túlio, depois tivemos que voltar pra minha mãe, mas é claro que novamente não deu certo. E acabei vindo morar no interior, onde passei um tempo na casa do Dimas (um amigo nosso que nasceu aqui), até que encontramos a casa onde moramos agora, para alugar. Bem, enquanto vivia na casa da "bisa" da minha filha, compramos o Teco, um hamster anão-russo. Então quisemos ter tbm uma fêmea e compramos o Tekito. Como não entendíamos sobre sexo de hamster, achamos que fosse fêmea e mais tarde descobrimos que era macho, por isso eles brigavam. Tivemos que separá-los. Meses depois o Teco apareceu morto na gaiola. Eu chorei demais. Então, morando aqui no interior resgatamos a Mel e ganhamos também a Pietra. O ex-professor de matemática da minha filha nos deu uma calopsita, o Calopi, que adora ficar no meu ombro enquanto eu trabalho. Infelizmente no começo deste ano o Tekito também faleceu... ele estava completando seus 2 aninhos, e hamsters anão-russo não vivem mais do que isso. Mas posso dizer que ele foi feliz. Sempre choro quando me lembro dele, pois ele foi um grande amigo, apesar de pequeno. Um grande companheiro em todos os momentos. Sinto falta de pegá-lo e cheirar sua barriguinha...  Bem, minha filha está no 7º ano, completou 12 anos este ano. E nós vamos vivendo enquanto podemos e da melhor forma possível; mesmo que às vezes passando por muita dificuldade, mas sempre aparece um anjo para nos ajudar. Meu pai já nos visitou aqui no interior algumas vezes e sempre me liga. Minha mãe, sempre que dá me telefona. E o Túlio também sempre aparece por aqui. Então minha vida é esta, aqui com meus 30 anos de idade. Só espero poder realizar meu sonho de conhecer o "BSB" e poder trabalhar com que o gosto...Seria tão bom continuar nesse trabalho... Eu também aprendi a fazer biscuit, mas infelizmente as pessoas não dão o devido valor, então não compensa muito. Mas sempre que dá eu faço coisas fofinhas de biscuit. Agora dedico meu tempo a cuidar dos nossos bichos, da casa, postando vídeos no Youtube, escrevendo em blogs e trabalhando para o meu primo. Até que está legal viver aqui no interior é bem tranquilo, mas não tem oportunidade de trabalho e sinto falta dos shoppings, cinemas, parques de BH. Aqui não tem lazer nenhum. Vamos ver o que acontece depois dos meus 30 anos. Uma nova fase está começando em minha vida. Que ela possa ser mais tranquila e que São Bento, meu grande protetor e amigo, nos proteja e guie nosso caminho.

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