Pequenas lembranças da minha infância



Primeiro me lembrei do velhinho da banca, que tinha um fusca, e era onde comprávamos revistinhas da turma da Mônica nos fins de semana, e líamos enquanto esperávamos a pizza e a batata-frita ficarem prontas. Era nosso almoço dos fins de semana em que saíamos (eu e minha irmã) com meu pai. E eu sempre bebia Guarapan. E a pizza era sempre de milho com palmito. E de sobremesa, tinha chocolate Lalka. Ê saudade.... Acho que meu gosto pela leitura veio daí, graças ao meu pai, que comprava os gibis. 

Minha mãe saía para o centro da cidade e voltava com a sacola cheia de presentinhos. Era uma felicidade só.


Aquela casa da rua Salinas, acho que foi a melhor parte da minha infância e talvez uma das melhores da minha vida. Lá eu brincava de tanta coisa.

Na garagem eu ouvia músicas, dançava e jogava bola falando sozinha. Era muito divertido, eu gostava de ficar sozinha e sou assim até hoje.

Na rua eu andava de patins e bicicleta (presentes do meu pai: lembro muito bem de quando fomos no shopping escolher meus patins! Ele era roxo com detalhes amarelo fluorescente. E a bicicleta, que era vermelha, fomos na Savassi buscar e depois voltei na bike, enquanto meu pai ia a pé.

A casa cada dia era uma coisa pra mim: às vezes era escola (Colégio Lilica Ripilica e Colégio Marechal Castelo Branco), onde eu dava aula para os meus bonecos e muitas vezes também era aluna com colegas invisíveis (eu me chamava Júlia Córdova Brandão); noutras vezes a casa era um hospital (Anjo Gabriel) e o balcão de atendimento era no piano antigo da minha mãe, aquele piano marrom, enorme (Essenfelder, se não me engano).

Minha vó Nega me pedia pra comprar Dorflex pra ela, quase sempre, porque ela tinha muita dor de cabeça e nas costas. E às vezes eu ia com ela no armazém do Matusalém, pra comprar geleia de mocotó. Lembro muito bem dela deitada em sua cama, no quartinho perto da escada, rezando o terço todas as noites.
E quando eu chegava da escola e minha vó Nega dizia: Hoje tem can... e eu gritava: jica! kkkk Era tudo de bom a Canjica da vó Nega! Ela era tudo de bom, era minha grande amiga, e faz muita falta hoje...

Algumas vezes eu deixava meu pai triste, porque eu não queria sair com ele nos fins de semana. Eu me lembro da cara dele, chateado... infelizmente isso não se conserta mais. Mas não sei porque não queria sair sempre com ele, talvez por causa da mulher dele, e eu me sentia culpada de deixar minha mãe pra ficar com outra mulher, sei lá... Mas no fundo eu queria ir, por causa do meu pai.

Eu já tive viveiro com vários periquitos, eram 3 casais: João e Maria, Branca e Pedro e não me lembro dos nomes do outro casal. Eu cuidava dos filhotes, pegava-os qdo ainda nem tinham penas... eram muito fofos. E tinham cheirinho gostoso de pena. Mesmo sem tê-las, porque ficavam no ninho com a mãe.

Bem, isso é tudo o que me lembrei hoje...

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